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De Rede JorTec
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Rede JorTec nasce da vontade de evoluir cientificamente

Por Walter Lima

Introdução do Livro da Rede "Jornalismo digital: audiovisiual, convergência e colaboração"


A vontade de iniciar um trabalho em conjunto com outros pesquisadores no campo do Jornalismo e Tecnologias Digitais sempre foi latente. Entretanto, apesar de não discutida e nem questionada, há uma cultura predominante no nosso campo de pesquisa da Comunicação Social onde grupos de pesquisa pertencem a pessoas, ou seja, são trincheiras de determinado tipos de saber, pensamentos ou teorias. Esse tipo de cultura prejudica muito o avanço científico através de colaboração na nossa área.

A percepção de uma outra possibilidade de produzir conhecimento científico baseou-se nos argumentos do filósofo da Ciência Mario Bunge. No seu livro “Dicionário de Filosofia” consta o verbete “Indústria Acadêmica”, que é uma síntese que acontece quando tratamos a ciência como um negócio ou instrumento de poder. Também nos escritos de Thomas Kuhn encontramos referência sobre a perniciosidade desses tipos organização. No seu principal livro, “A estrutura das Revoluções Científicas”, de 1962, Kuhn já mencionava como funciona essa forma "circular" de tentar se fazer ciência.

"Quando os membros não podem esquivar-se das anomalias que subvertem a tradição existente da prática científica – então começam as investigações extraordinárias, que finalmente conduzem a profissão a um novo conjunto de compromissos, a uma nova base para a prática da ciência ".

Assim, não queria seguir a “tradição” no campo da Comunicação Social, desejava emular na área outras experiências de produção de conhecimento científico, principalmente, tendo como espelho o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Ciência Cognitivas da Universidade de São Paulo (Cognitio), onde sou membro há oito anos. Lá, a transdisciplinariedade e a necessidade de realizar pesquisa aplicada são partes de uma espinha dorsal muito bem construída durante os últimos séculos de desenvolvimento da Ciência.

Oportunidade

No encontro da SBPjor ocorrido em 2006, em Porto Alegre, a direção da entidade realizou uma reunião sobre a formação de Redes de Pesquisa. Naquele momento, percebi a grande oportunidade de criar um grupo que pudesse integrar pesquisadores e formar novas ramificações dentro do nosso campo de conhecimento.

Perseguindo esse objetivo, durante o ano seguinte, procurou-se mobilizar pesquisadores interessados em formar uma rede de pesquisa em torno das investigações e pesquisas aplicadas sobre Jornalismo e Tecnologias Digitais. O primeiro passo foi participar do próximo encontro da entidade de forma mais organizada, que aconteceria em Aracaju, Sergipe. Para isso foi estruturada uma Mesa de Comunicação Coordenada, denominada “Jornalismo e Tecnologia”.

A ementa da mesa versava sobre “ o propósito de debater quais os impactos que as atuais tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) perpetram nos campos do ensino, da pesquisa e da prática do Jornalismo. Discute como os efeitos das onipresentes tecnologias de conexão e de intercâmbio de dados e de conhecimento estão alterando radicalmente todos os ambientes midiáticos, seja na mídia tradicional ou na digital, impelindo que os setores diretamente envolvidos encontrem novas abordagens e estruturas de ensino, novas metodologias de pesquisa e novas formas de captar, produzir, empacotar e distribuir informação com conteúdo jornalístico. Nesse sentido, as NTICs lançam novos desafios, aos profissionais do ensino, da pesquisa e da prática jornalística, impostos pela era da convergência digital e divergência de meios”. Os pareceristas daquele encontro aprovaram a mesa e, então, foram apresentados seis trabalhos produzidos pelos pesquisadores Walter Teixeira Lima Junior, Carla Schwingel, S. Siquirra, Sônia Padilha, Enio Moraes e Beatriz Ribas.

Aproveitando esse momento inicial de integração, o grupo de pesquisadores reuniu-se no saguão onde estavam instaladas as tradicionais banquinhas de venda de livros. Numa mesa e cadeiras de plástico, ficou decidido dar continuidade a experiência bem sucedida nos debates via e-mail sobre a formação da mesa coordenada. Durante o ano seguinte, discussões sobre a formação da Rede aconteceram, também via e-mail, pois eram pesquisadores pertencentes a instituições de diversos estados brasileiros.

No dia no dia 20 de novembro de 2008, das 13 às 14 horas, no Edifício Capa, 3.o andar, sala 316, na Universidade Metodista, durante a realização do 6.o Encontro da SPBjor, realizamos uma reunião com os interessados na formalização da Rede. Na mesma noite, na reunião dos sócios da SPBjor, a formalização da Rede foi entregue à diretoria Científica da entidade.

Particparam da assinatura (aqui menciona-se as instituições que pertenciam na época): Carla Schwingel (UFBA), Ênio Moraes Júnior (USP), Sebastião Squirra (Umesp), Sônia Padilha (UFRR), Walter Lima (FaCasper), Josenildo Guerra (UFS), Fernando Firmino (UEPB), Adriana Rodrigues (UFBA), Pollyana Ferrari (PUC/SP, Carlos Franciscato (UFS), Jorge Feltz (UFJF), Luciana Moherdaui (PUC/SP), Raquel Longhi (UFSC), Marcelo Träsel (PUC/RS), Regina Diniz (Umesp), Carlos Alberto Zanotti (PUC/Campinas), também os pesquisadores juniores: Ben-Hur Correia (UFSC), Gabriela Zago (UCPel) e Pablo Barbosa (UFBA), além do coordenador.

No dia 15 de Janeiro de 2009, em comunicado enviado pela, então, diretora Científica da SPBjor, profa. dra. Marcia Benetti, informa que “ é com satisfação que informo que a proposta de criação da "Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais", sob sua coordenação, foi aprovada pela Diretoria da SBPJor (Associação Nacional de Pesquisadores em Jornalismo). A rede aprovada possui 13 membros, de 6 Estados (São Paulo, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia) e 10 instituições (USP, UMESP, CASPER, UFS, UFJF, PUC-SP, UFSC, PUC-RS, PUCCAMP e UFBA), caracterizando-se como uma rede nacional. A proposta apresentada preenche todos os requisitos do regulamento definido pela SBPJor.”

A partir desse comunicado sobre a formalização, o trabalho que já vinha sendo realizado, começou a tomar mais fôlego. Duas mesas foram realizadas no Encontro de 2009, com doze trabalhos, um wiki da rede foi criado (www.tecjor.net), surgiu a lista de discussão dinâmica ( ... \n
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